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Mostrando postagens de janeiro, 2026

AMAR SEM PERMITIR QUE O MAL TE DOMINE

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AMAR SEM PERMITIR QUE O MAL TE DOMINE  Amar, segundo o evangelho, não é fraqueza. Amar é uma escolha consciente e espiritual. É decidir não agir como o mal age. Jesus nunca ensinou ninguém a aceitar abusos ou viver sem limites. Ele ensinou a cuidar do coração, a saber quando é preciso se afastar e, mesmo assim, não deixar que o ódio tome conta da alma. Quando somos feridos, o mais fácil é revidar. Essa reação é natural. Mas o caminho de Jesus é diferente. Ele nos chama a interromper o ciclo da violência. Por isso, a Bíblia diz: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal praticando o bem” (Rm 12.21) . Fazer o bem, quando está ao nosso alcance, não é ingenuidade; é maturidade espiritual e confiança em Deus. Quando perguntaram a Jesus o que significa amar o próximo, Ele contou uma história. Um homem, considerado inimigo por causa de sua raça e religião, arriscou tempo, dinheiro e segurança para cuidar de alguém ferido (Lc 10.25-37). No final, Jesus disse: “Vá e faça o mesmo.” O...

HÁ UM SANTO TEMOR QUANDO ABRO A BÍBLIA

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HÁ UM SANTO TEMOR QUANDO ABRO A BÍBLIA Quando abrimos a Bíblia para pregar, não abrimos somente um livro. Nos colocamos diante de uma Palavra de Deus que nos antecede, nos julga e nos sustenta. A Escritura não nasce da nossa voz; é a nossa voz que precisa se curvar diante dela. O púlpito não é lugar de exibição, mas de serviço. Quem prega não se coloca acima do texto nem acima da igreja. Pelo contrário, se coloca debaixo da Palavra, como o primeiro a ouvir, o primeiro a ser confrontado, o primeiro a precisar de graça. A Bíblia não foi dada para nos engrandecer, mas para nos quebrantar.  Não falamos de ideias pessoais, opiniões ou experiências isoladas, mas do testemunho fiel de Deus revelado nas Escrituras. Por isso, cada texto exige reverência, cada frase solicita cuidado, e cada aplicação precisa nascer do amor, nunca da vaidade. A igreja que nos ouve é rebanho comprado pelo sangue de Cristo. Diante dela, o pregador deve falar com verdade, simplicidade e compaixão, lembrando que ...

CHAMADOS PARA SERVIR

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Todo chamado autêntico nasce no chão do serviço: antes de Deus confiar um microfone às mãos, Ele prova o coração com uma bacia, água e uma toalha. “Levantou-se da ceia, tirou a sua veste e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, deitou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido (João 13.4,5).” No Reino de Deus, autoridade não começa na visibilidade, mas na disposição de servir. Jesus redefine liderança não pelo lugar de fala, mas pelo lugar de servir. O discipulado autêntico se revela quando o coração aprende a servir no silêncio antes de falar em público. — Rafael Assiz  MAIS CONTEÚDOS

QUANDO A “IGREJA” DEIXA DE SER IGREJA

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QUANDO A “IGREJA” DEIXA DE SER IGREJA A Bíblia nunca apresenta a igreja somente como um prédio, uma instituição ou uma tradição recebida. A igreja é, antes de tudo, um povo que vive em fidelidade ao evangelho. Ela é uma comunidade viva, sustentada pela verdade, com Cristo no centro e marcada por uma vida santa que nasce da graça. Por isso, a pergunta principal não é se há culto, membros, líderes ou atividades. A pergunta verdadeira é: quem está no controle dessa comunidade? A igreja deixa de ser igreja, quando o evangelho deixa de ser anunciado e passa a ser usado. O evangelho não foi dado para ajudar pessoas a realizarem sonhos pessoais, sustentarem projetos de poder ou fortalecerem uma marca religiosa. O evangelho é a boa notícia de que Deus salva pecadores pela graça, por meio da fé, por causa de Jesus Cristo, e chama essas pessoas ao arrependimento e a uma nova vida. Quando essa mensagem é diluída, distorcida ou usada como ferramenta, não se trata somente de um erro de ensino, mas ...

TRECHO DO LIVRO "PREGAÇÃO & SALVAÇÃO"

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TRECHO DO LIVRO "PREGAÇÃO & SALVAÇÃO" Enquanto perseveramos, somos moldados por Deus. Aprendemos a depender da Sua graça, confiar em Sua fidelidade e amadurecer na fé. A perseverança não somente nos fortalece, mas também se torna um testemunho visível aos que nos cercam. Nosso compromisso constante com Cristo inspira outros a também segui-Lo com seriedade e coragem (cf. Hb 10.36-39; 1 Ts 1.6-8) . Nosso modelo de perseverança é Jesus. Ele suportou a cruz, desprezou a vergonha e está entronizado à direita do Pai (cf. Hb 12.2) . Nele encontramos graça suficiente, força renovadora e esperança inabalável. Ele não somente nos salvou, mas também nos capacita a continuar. Que nossa caminhada com Cristo seja marcada por firmeza, profundidade e fidelidade, e não por instabilidade emocional ou religiosidade superficial. Que sejamos discípulos que perseveram, que seguem mesmo quando dói, que amam mesmo quando não são compreendidos, que anunciam mesmo quando não são ouvidos. E que, po...

FILHOS ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS

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FILHOS ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS O maior engano da paternidade e da maternidade é se iludir, acreditar que presente substitui presença. O que forma o coração dos filhos não é o que os pais conseguem dar, mas o tempo que escolhem ficar. Presentes podem ser comprados; pertencimento só nasce da presença real e não superficial. “Um homem não tinha tempo para sua família; no seu velório, todos estavam presentes.” O amor familiar não se constrói com gestos extraordinários, mas com tempo ordinário. O tempo precisa ser oferecido antes da ausência definitiva, não depois dela. Muitas vezes dizemos que nos ausentamos para “dar o melhor aos filhos” ou “dar o que não tivemos” . No entanto, continuamos a não dar justamente o nosso melhor: presença. A presença promove pertencimento. É mais fácil pagar, comprar ou prover coisas, terceirizar a criação dos filhos, do que estar presente, ter paciência, ouvir, corrigir, discipular e exercer o amor. No fim, o risco é trágico: os filhos podem aprender a se int...