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​​A LETRA QUE MATA ?

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A LETRA QUE MATA  ​ “Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica.”  (2 Coríntios 3.6) ​Para compreendermos esse texto, precisamos primeiro entender que, quando Paulo diz que “ a letra mata ”, ele não está desmerecendo o estudo, a gramática ou a teologia. Ele se refere à Lei de Moisés, gravada em pedras, que, quando separada da graça de Cristo, torna-se um “ Ministério da Condenação ”. A Lei, embora perfeita, apontava o pecado, mas não oferecia o poder para vencê-lo. Ela “ matava ” porque sentenciava o homem por sua incapacidade de cumpri-la plenamente. ​Trazendo essa verdade para os nossos dias, quando estudamos a Bíblia somente como literatura, história ou filosofia, arriscamos lidar somente com a “ letra ”. O estudo isolado da experiência espiritual torna-se estéril; ele informa o intelecto, mas carece de poder para regenerar o coração. O racionalismo puro na teologia pode, infelizment...

A SEMANA SANTA: DO SACRIFÍCIO À VITÓRIA DA VIDA

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A SEMANA SANTA: DO SACRIFÍCIO À VITÓRIA DA VIDA “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa  Pregação, e também é vã a vossa fé.” (1 Coríntios 15.14) A Semana Santa não é somente um feriado no calendário ou uma tradição que se repete mecanicamente ano após ano. Para o cristão, ela representa o “Coração do Tempo”. Este período é o momento em que a Igreja é convidada não somente a recordar, mas a reviver os acontecimentos que mudaram o destino da humanidade. É fundamental compreender que o propósito da Semana Santa não é nos tornar “pessoas boas” por somente quarenta dias, uma semana ou uma sexta-feira, para depois retornarmos às velhas práticas, às maldades e ao egoísmo de sempre. Viver uma “santidade com data de validade” é uma ilusão e um profundo autoengano. A Bíblia é clara: a ressurreição de Cristo não aconteceu para que tivéssemos um comportamento religioso temporário, mas para nos transformar em “novas criaturas” (2 Cor 5.17) . Se a nossa “ bondade ” termina no Domingo de ...

REVISTA LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS 2º TRIMESTRE DE 2026

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REVISTA LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS 2º TRIMESTRE DE 2026 Tema: Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó. O estudo apresenta uma jornada profunda pelas raízes da nossa fé. Ao longo de 13 lições, somos convidados a olhar para os patriarcas não como heróis impecáveis, mas como homens comuns que, por meio da confiança em Deus, tornaram-se pilares da história da salvação. O chamado de Abrão, enfatizando a coragem de deixar o conhecido pelo desconhecido sob a palavra de Deus. Estudaremos a Aliança Abraâmica, na qual Deus promete não apenas uma terra, mas uma descendência que abençoaria todas as famílias da terra. A importância dessas lições reside em entender que a fé exige renúncia e paciência, especialmente quando as promessas parecem demorar, como no nascimento de Isaque. Aprendemos que Deus trabalha no impossível para glorificar Seu nome. ​Isaque muitas vezes é visto como uma figura de transição, mas sua importância é vital. Ele personifica a submissão e a pa...

NOSSOS FILHOS

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NOSSOS FILHOS Estamos gastando o tempo ensinando no caminho, ou aparecemos somente quando eles saem dele? “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos a ira, mas criai-os na disciplina (παιδεία / paideia ) e na admoestação (νουθεσία / nouthesia ) do Senhor.” (Efésios 6:4) Paideia ( Disciplina ) No contexto bíblico, não se refere a castigo, mas a um treinamento estruturado. É o “treino” da vida, estabelecer limites, rotinas e hábitos saudáveis. Nouthesia ( Admoestação ) Literalmente significa “colocar na mente”. Enquanto a paideia foca no comportamento e no treinamento, a “noutesia” foca na instrução verbal e no conselho. É conversar com o coração do filho, explicando o “ porquê ” das coisas, e não apenas o “ faça porque eu mandei ”. A orientação de Paulo é surpreendentemente atual e desafia dois extremos comuns: o autoritarismo e a permissividade. Paulo começa com uma advertência: “Não provoqueis vossos filhos a ira.” Ele sabia que o exercício da autoridade pode facilmente se tornar t...

“NEM TODOS QUE ESTÃO NO MESMO BARCO VIVEM A MESMA REALIDADE”

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Uma imagem que nos faz refletir  “NEM TODOS QUE ESTÃO NO MESMO BARCO VIVEM A MESMA REALIDADE” Enquanto alguns desfrutam da brisa e da mesa farta, outros, invisíveis, sustentam o movimento do barco com suor. A superfície celebra e o porão geme. A cena ecoa a advertência do apóstolo Paulo em Primeira Epístola aos Coríntios 12:26: “Se um membro sofre, todos sofrem com ele.” Quando a dor de uns não alcança a consciência de outros, o corpo já está adoecido. No Reino de Deus, estar no mesmo barco significa carregar o peso uns dos outros ou o barco inteiro arrisca naufragar. — Rafael Assiz  MAIS CONTEÚDOS

DESACREDITAR DO PODER TRANSFORMADOR DE DEUS é REDUZIR O EVANGELHO A ACONSELHAMENTO MORAL.

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JÁ DESACREDITOU DOS OUTROS E DE VOCÊ? Há um silêncio perigoso que, às vezes, cresce em nós, não é o silêncio da oração, mas o da dúvida. É quando olhamos para uma situação endurecida, uma vida desfigurada pelo pecado, um coração fechado, uma história marcada por fracassos, ou diante do espelho, e, sem perceber, começamos a pensar: “Aqui nem Deus muda mais.” Esse pensamento não nasce da Bíblia; nasce do cansaço. As Escrituras confrontam essa incredulidade com a força de uma pergunta divina. Em Jeremias 32:27, o Senhor declara: “. . . acaso, haveria coisa demasiadamente difícil para mim?” A pergunta divina não busca informação; ela confronta a nossa limitação. Quando desacreditamos de alguma situação, no fundo estamos medindo o poder de Deus pela régua da nossa experiência. O mesmo princípio ecoa no Novo Testamento. Em Efésios 2:1, Paulo afirma estarmos “mortos” em delitos e pecados. Mortos, não enfermos, não fragilizados, mas mortos. A conversão, portanto, não é reforma moral; é res...

AMAMOS A IGREJA OU O NOSSO "CARGO" NELA?

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AMAMOS A IGREJA OU O NOSSO "CARGO" NELA? Não é no púlpito que o amor é provado, é aos pés do menor dos irmãos. Temo por nós. Temo por nossa alma quando confundimos ministério com devoção, posição com piedade, visibilidade com fidelidade. Diante de Deus, não somos os nossos títulos. Não somos o nosso púlpito. Não somos o tamanho dos nossos projetos, tudo isso passa. Somos somente aquilo que somos na justiça de Cristo (2 Cor 5:21) . Somos somente aquilo que somos quando ninguém vê, mas o Pai vê em secreto (Mt 6:6) . Somos somente aquilo que somos diante do menor dos santos (Mt 25:40) . O apóstolo Paulo nos lembra que nada somos sem amor (1 Cor 13:1–3) . Nada. Nem eloquência, nem dons, nem grandes obras. Porque amor não é discurso; é serviço. Amor não é slogan; é entrega. Dizemos: “Amamos a igreja.” Mas amar a igreja não é amar o microfone, nem o cargo, nem a influência. Amar a igreja é amar o irmão difícil. É amar aquele que nada pode oferecer em troca. É amar o pequeno, o inv...