HÁ UM SANTO TEMOR QUANDO ABRO A BÍBLIA
HÁ UM SANTO TEMOR QUANDO ABRO A BÍBLIA
Quando abrimos a Bíblia para pregar, não abrimos somente um livro. Nos colocamos diante de uma Palavra de Deus que nos antecede, nos julga e nos sustenta. A Escritura não nasce da nossa voz; é a nossa voz que precisa se curvar diante dela.
O púlpito não é lugar de exibição, mas de serviço. Quem prega não se coloca acima do texto nem acima da igreja. Pelo contrário, se coloca debaixo da Palavra, como o primeiro a ouvir, o primeiro a ser confrontado, o primeiro a precisar de graça. A Bíblia não foi dada para nos engrandecer, mas para nos quebrantar.
Não falamos de ideias pessoais, opiniões ou experiências isoladas, mas do testemunho fiel de Deus revelado nas Escrituras. Por isso, cada texto exige reverência, cada frase solicita cuidado, e cada aplicação precisa nascer do amor, nunca da vaidade.
A igreja que nos ouve é rebanho comprado pelo sangue de Cristo. Diante dela, o pregador deve falar com verdade, simplicidade e compaixão, lembrando que a Palavra que consola também corrige, e a Palavra que exorta também cura. Pregamos não para impressionar, mas para servir; não para sermos lembrados, mas para que Cristo seja conhecido.
“Pregue a palavra, insista a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte, com toda longanimidade e doutrina” (2Tm 4.2).
— Rafael Assiz
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