FILHOS ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS

FILHOS ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS

O maior engano da paternidade e da maternidade é se iludir, acreditar que presente substitui presença.
O que forma o coração dos filhos não é o que os pais conseguem dar, mas o tempo que escolhem ficar.
Presentes podem ser comprados; pertencimento só nasce da presença real e não superficial.

“Um homem não tinha tempo para sua família; no seu velório, todos estavam presentes.”

O amor familiar não se constrói com gestos extraordinários, mas com tempo ordinário.
O tempo precisa ser oferecido antes da ausência definitiva, não depois dela.
Muitas vezes dizemos que nos ausentamos para “dar o melhor aos filhos” ou “dar o que não tivemos”. No entanto, continuamos a não dar justamente o nosso melhor: presença. A presença promove pertencimento. É mais fácil pagar, comprar ou prover coisas, terceirizar a criação dos filhos, do que estar presente, ter paciência, ouvir, corrigir, discipular e exercer o amor.
No fim, o risco é trágico: os filhos podem aprender a se interessar mais no que os pais oferecem materialmente do que em quem os pais são, assim os pais perdem a sua autoridade. 

Que Deus nos ajude a amar não somente com provisão, mas com presença, lembrando que os filhos precisam mais de pais presentes do que de presentes.
(Provérbios 22.6)

— Rafael Assiz 

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