AMAMOS A IGREJA OU O NOSSO "CARGO" NELA?

AMAMOS A IGREJA OU O NOSSO "CARGO" NELA?

Não é no púlpito que o amor é provado, é aos pés do menor dos irmãos.
Temo por nós. Temo por nossa alma quando confundimos ministério com devoção, posição com piedade, visibilidade com fidelidade.
Diante de Deus, não somos os nossos títulos. Não somos o nosso púlpito. Não somos o tamanho dos nossos projetos, tudo isso passa.
Somos somente aquilo que somos na justiça de Cristo (2 Cor 5:21).
Somos somente aquilo que somos quando ninguém vê, mas o Pai vê em secreto (Mt 6:6).
Somos somente aquilo que somos diante do menor dos santos (Mt 25:40).
O apóstolo Paulo nos lembra que nada somos sem amor (1 Cor 13:1–3). Nada. Nem eloquência, nem dons, nem grandes obras.
Porque amor não é discurso; é serviço. Amor não é slogan; é entrega.

Dizemos: “Amamos a igreja.”

Mas amar a igreja não é amar o microfone, nem o cargo, nem a influência. Amar a igreja é amar o irmão difícil. É amar aquele que nada pode oferecer em troca. É amar o pequeno, o invisível, o que não fortalece nossa agenda nem amplia nossa visão.
O Senhor lavou os pés dos discípulos (Jo 13:14,15). E ensinou que o maior é aquele que serve (Mc 10:43–45).

Queremos saber o quanto amamos a igreja?

Amemos aquele que menos pode contribuir conosco. Amemos o anônimo. Amemos o frágil. Amemos o que não aplaude.
Porque é ali que o evangelho se torna visível.
Se o nosso amor cresce apenas quando somos reconhecidos, talvez não seja amor, talvez seja vaidade religiosa. Mas se o nosso amor permanece quando ninguém vê, então o caráter de Cristo está sendo formado em nós.
Que Deus nos livre de amar o ministério mais do que a igreja de Cristo. E que nos ensine a amar como Cristo amou, não buscando ser servido, mas servindo (Mc 10:45).
No fim, não seremos medidos pelo que construímos, mas por quem amamos.
— Rafael Assiz 


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