A OBRA DE CRISTO É SUFICIENTE? ENTÃO POR QUE AINDA ENFRENTAMOS LUTAS?

A OBRA DE CRISTO É SUFICIENTE?
ENTÃO POR QUE AINDA ENFRENTAMOS LUTAS?

Biblicamente, a obra de Cristo na cruz é suficiente para a redenção do crente e, na conversão, ele passa da condenação e do domínio do pecado para uma nova condição em Cristo. Porém, isso não significa que todas as consequências do pecado, tentações, sofrimentos ou padrões pecaminosos desapareçam instantaneamente.

Cristo realmente levou a maldição; Paulo afirma: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar.” (Gálatas 3.13)
No contexto de Gálatas, Paulo está falando da maldição associada à Lei e à condenação decorrente da transgressão. Cristo assume sobre si essa maldição e, assim, redime aqueles que estavam sob sua condenação.
Também Colossenses 2.13-15 apresenta a obra de Cristo como vitória sobre aquilo que nos condenava, e Romanos 8.1 declara: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”
Portanto, o cristão convertido não precisa procurar uma segunda libertação da condenação do pecado, como se a cruz tivesse sido insuficiente.

Depois da conversão, nenhum cristão pode sofrer, ser tentado, enfrentar consequências de pecados anteriores ou experimentar oposição espiritual?
Isso não corresponde ao testemunho do Novo Testamento.

Os cristãos são exortados a resistir ao diabo (Tg 4.7; 1Pe 5.8-9). A igreja também enfrentava sofrimento e tribulação (Jo 16.33; At 14.22). O cristão pode enfrentar tentações, sofrimentos, consequências de escolhas passadas e oposição espiritual, sem que isso signifique que esteja novamente sob a condenação da qual Cristo o libertou.

A conversão não significa que toda luta desapareceu.
A conversão inaugura uma nova vida em Cristo, mas não elimina automaticamente a necessidade de santificação.
Paulo escreve: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação.” (1 Tessalonicenses 4.3) e também: “Segui a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hebreus 12.14)
Pedro diz: “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2 Pedro 3.18)

Portanto, há uma distinção importante:
Conversão: mudança de senhorio, reconciliação com Deus, justificação e entrada em uma nova vida em Cristo.
Santificação: processo contínuo de transformação do caráter, mortificação do pecado, crescimento em obediência e amadurecimento espiritual.

O que Cristo precisava realizar para nossa redenção, Ele já realizou na cruz. Na conversão, somos reconciliados com Deus, libertos da condenação do pecado e transferidos para o domínio de Cristo. O cristão, portanto, não precisa viver procurando novas “quebras de maldição” como se a cruz tivesse deixado alguma obra redentora incompleta. O que ele precisa é permanecer em Cristo e crescer em santificação, avançando cada vez mais no conhecimento de Deus, na obediência à sua Palavra e no serviço ao Senhor.

A cruz não precisa ser complementada por uma nova cerimônia de libertação; a vida cristã precisa ser aprofundada por uma caminhada de santificação.
— Rafael Assiz 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

“NÃO TEMAS” ESTÁ MESMO 366 VEZES NA BÍBLIA?

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

PRÉ-VENDA - MUSEION: O PECADO PARECE LIBERDADE ATÉ O MOMENTO EM QUE SE TENTA PARAR