SOBRE O LIVRO "MUSEION"
SOBRE O LIVRO "MUSEION"
Escrevo estas palavras não apenas como teólogo ou escritor, mas como alguém que encontrou o sagrado no meio das coisas simples: no cheiro de café, nos cadarços desamarrados e no silêncio das minhas madrugadas. Minha missão ao dar vida a esta obra foi motivada por um propósito simples e urgente: servir a Deus e edificar a Igreja, tornando as riquezas da Sua Palavra acessíveis e transformadoras para a vida prática.
Ao escrever Museion, minha intenção foi construir mais do que um livro; desejei criar uma travessia interior conduzida pela graça de Deus. Minha missão divide-se em três pilares fundamentais, refletidos nesta jornada:
Desmascarar a falsa liberdade: vivemos em uma era que treina o ser humano para acreditar que liberdade é o acesso irrestrito aos próprios apetites. Escrevi para alertar que “o pecado parece liberdade até você tentar parar”. Minha missão é auxiliar as pessoas a discernirem sua verdadeira fome, para que não tentem preencher vazios eternos com satisfações temporárias e “cisternas rachadas”.
Revelar a engenharia da escravidão: Museion existe para mostrar como edificamos nosso próprio cárcere, tijolo por tijolo, desejo por desejo. Minha missão é levar o leitor a olhar para as “salas” de sua própria alma, a sedução, o autoengano, a culpa e a hipocrisia das máscaras, não para condená-lo, mas para que, ao se ver “nu” diante da verdade, ele pare de simular uma força que não possui.
Anunciar a suficiência da Graça: o ponto culminante de minha missão é mostrar que o ser humano não consegue operar a própria salvação. Quero que o leitor compreenda que, embora sejamos os arquitetos do nosso cárcere, não somos os autores da nossa liberdade. A porta é a Graça; ela não precisa ser aberta por nossas próprias forças. O orgulho, porém, frequentemente nos impede de reconhecer que ela está diante de nós.
Minha missão com Museion é alcançar os “cansados demais para admitir o próprio cativeiro”. Escrevi para lembrar aos feridos que Deus não espera que estejamos inteiros para nos acolher; Ele entra precisamente pelas fissuras da nossa alma para iniciar a reconstrução. Meu desejo é que, durante a leitura deste livro, o leitor olhe para o mundo não com medo, mas com a esperança de quem descobriu que Cristo continua sendo a Porta, a Luz e o Caminho, aquele que nos levanta quando ninguém sabe que caímos.
— Rafael Assiz
Comentários
Postar um comentário