PREGUE PRIMEIRO PARA SI OS SERMÕES QUE VOCÊ PREGA AOS OUTROS
PREGUE PRIMEIRO PARA SI OS SERMÕES QUE VOCÊ PREGA AOS OUTROS
A Bíblia revela que a primeira audiência do pregador é ele mesmo.
Foi isso que Paulo escreveu a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres, porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.” (1 Timóteo 4.16).
A ordem não é acidental. Paulo não diz: “Cuida da doutrina e depois de ti.” Ele começa pelo coração do ministro. O púlpito nunca deve ser um esconderijo onde um homem fala de uma santidade que deixou de buscar.
Antes que a Palavra passe pelos lábios, ela precisa atravessar a consciência.
Já houve momentos em que abri a Bíblia para preparar uma mensagem para a igreja, mas terminei chorando sozinho diante de Deus. O texto que parecia destinado à congregação revelou pecados escondidos, confrontou motivações, curou feridas antigas e reacendeu a paixão pelo Senhor. O sermão deixa de ser um manuscrito e se torna uma experiência espiritual.
É impossível esquecer essas ocasiões.
Você começa estudando para ensinar e termina ajoelhado para se arrepender. Busca palavras para os outros, e Deus encontra palavras para você.
Foi exatamente isso que aconteceu com Esdras: “Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor, para a cumprir e para ensinar…” (Esdras 7.10)
Observe a sequência divina:
Primeiro, buscar.
Depois, cumprir.
Só então, ensinar.
Hoje, muitos desejam ensinar antes de viver. Querem impressionar pessoas antes de serem quebrantadas por Deus. No entanto, a autoridade espiritual não nasce da eloquência, mas da obediência.
Existe uma alegria indescritível quando Deus fala conosco antes de falar por meio de nós.
É a alegria de perceber que o Espírito Santo não nos usa como um simples alto-falante, mas nos trata como filhos. Ele não apenas entrega mensagens; Ele transforma mensageiros.
O pregador nunca perde quando prega primeiro para si. A igreja recebe uma mensagem, mas o pregador recebe um encontro.
Que cada sermão seja, antes de tudo, um altar onde nosso orgulho morra, nossa fé seja fortalecida e nossa comunhão com Cristo seja renovada.
Porque sermões que nascem apenas da inteligência informam. Mas sermões que primeiro transformam o pregador carregam a marca da graça, da verdade e da presença de Deus.
— Rafael Assiz
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