O PERIGO DE SER SOMENTE UMA “PESSOA BOA”
O PERIGO DE SER SOMENTE UMA “PESSOA BOA”
Muitos de nós vivemos com a ilusão de que, se colocarmos nossas ações em uma balança, o prato das 'boas obras' pesará mais, garantindo-nos uma consciência tranquila. O resultado é uma sociedade de costumes impecáveis, mas vazia da presença de Jesus. Para muitos, a salvação virou um direito conquistado pelo esforço, e não um presente recebido pela fé. Contudo, ao olharmos com humildade para as Escrituras, percebemos que essa confiança na própria 'bondade' pode ser a nossa maior armadilha.
Quando focamos apenas em ser éticos, começamos a acreditar que não precisamos de um Salvador. Afinal, por que alguém “bom” precisaria de perdão? O profeta Isaías derruba o nosso orgulho com uma frase realista e dura: “Todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia” (Isaías 64.6).
Isso significa que, perto da santidade de Deus, nossa melhor ação ainda está manchada pelo egoísmo. Ser bom é um dever de todo ser humano, mas a moralidade sem Cristo é apenas uma tentativa de consertar o lado de fora de um copo que continua sujo por dentro.
Se o céu fosse para quem é “gente boa”, ele estaria vazio. A Bíblia é clara em Romanos 3:23: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Não há escala de bondade que alcance o padrão divino.
Quando trocamos o relacionamento com Jesus por um código de conduta, transformamos a fé em uma lista de tarefas. Ficamos orgulhosos da nossa honestidade, mas o orgulho é o pecado que mais nos distancia do Pai. A salvação não é uma conquista nossa, mas um presente que não merecemos. Como diz o apóstolo Paulo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9).
Olhe para a sua vida hoje. Se tirassem de você a sua reputação e as coisas positivas que você faz, o que sobraria? Se sobrar apenas um vazio, talvez você tenha se tornado apenas uma “pessoa boa”: alguém com muita ética, mas sem nenhuma vida.
Jesus não veio para fazer pessoas boas ficarem melhores; Ele veio para fazer pessoas mortas reviverem. Em João 15.5, Ele é direto: “Eu sou a videira, vós, as varas… sem mim nada podeis fazer.” Uma vida moral sem Jesus é como uma lâmpada desligada da tomada: pode ser sofisticada e cara, mas nunca cumprirá o seu propósito de iluminar. Afinal, quem estabeleceu o que é certo e errado? Os valores que seguimos foram fundamentados por Ele; portanto, não faz sentido tentar viver uma vida moral longe de sua presença. Não busque ser apenas uma 'pessoa boa', busque ser uma pessoa de Deus. A ética nos ajuda a conviver em sociedade, mas só o arrependimento nos auxilia a lidar com a eternidade.
Que a nossa vida não termine na autossuficiência de quem se acha correto, mas aos pés de Cristo, onde reconhecemos: “Senhor, minha bondade não basta. Preciso da Tua graça”. Afinal, o Evangelho não é sobre o que fazemos para Deus, mas sobre o que Deus já fez por nós.
— Rafael Assiz
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