DESACREDITAR DO PODER TRANSFORMADOR DE DEUS é REDUZIR O EVANGELHO A ACONSELHAMENTO MORAL.
JÁ DESACREDITOU DOS OUTROS E DE VOCÊ?
Há um silêncio perigoso que, às vezes, cresce em nós, não é o silêncio da oração, mas o da dúvida. É quando olhamos para uma situação endurecida, uma vida desfigurada pelo pecado, um coração fechado, uma história marcada por fracassos, ou diante do espelho, e, sem perceber, começamos a pensar: “Aqui nem Deus muda mais.” Esse pensamento não nasce da Bíblia; nasce do cansaço.
As Escrituras confrontam essa incredulidade com a força de uma pergunta divina. Em Jeremias 32:27, o Senhor declara: “. . . acaso, haveria coisa demasiadamente difícil para mim?” A pergunta divina não busca informação; ela confronta a nossa limitação. Quando desacreditamos de alguma situação, no fundo estamos medindo o poder de Deus pela régua da nossa experiência.
O mesmo princípio ecoa no Novo Testamento. Em Efésios 2:1, Paulo afirma estarmos “mortos” em delitos e pecados. Mortos, não enfermos, não fragilizados, mas mortos. A conversão, portanto, não é reforma moral; é ressurreição espiritual. Se cremos que fomos alcançados, como negar que outros também possam ser?
O problema é que nossa incredulidade costuma ser seletiva. Celebramos os milagres do passado, mas duvidamos dos do presente. Exaltamos a graça que nos salvou, mas questionamos se ela alcança aquele que nos feriu. E, assim, a dúvida deixa de ser teórica e torna-se ética: começamos a tratar pessoas como casos encerrados, enquanto Deus ainda escreve capítulos.
Há também um aspecto mais íntimo, às vezes não duvidamos apenas da mudança do outro, mas da nossa própria. Pensamos que certos padrões são definitivos, que certas fraquezas são permanentes. Contudo, em 2 Coríntios 5:17, lemos que “se alguém está em Cristo, é uma nova criação”. A linguagem é ontológica, não cosmética. Deus não remenda; Ele recria.
Desacreditar do poder transformador de Deus é reduzir o Evangelho a aconselhamento moral. Mas o Evangelho é anúncio de poder, poder que arranca Saulos do caminho de perseguição e os transforma em Paulos; poder que ergue pescadores e os torna colunas; poder que nos encontra na poeira e nos chama filhos.
Não podemos desacreditar de Deus, Ele é poderoso para ressuscitar mortos, também é poderoso para restaurar o seu próximo e você, Deus investe onde muitos e até nós desistimos.
Como lemos em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
— Rafael Assiz
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