NENHUM PASTOR VIVE À ALTURA DO QUE ELE PREGA. SE CONSEGUE, A PREGAÇÃO DELE ESTÁ MUITO POBRE

"NENHUM PASTOR VIVE À ALTURA DO QUE ELE PREGA. SE CONSEGUE, A PREGAÇÃO DELE ESTÁ MUITO POBRE."
— John Piper

Essa frase revela uma realidade profunda do ministério da pregação: a distância entre o ideal proclamado e a vida do pregador. Nenhum pastor, pregador ou líder, por mais piedoso ou espiritual que seja, consegue viver perfeitamente à altura das verdades que proclama, pois todos são pecadores e dependentes da graça de Deus. Como Paulo escreveu em Romanos 7:19: "Quero fazer o bem, mas não o faço; não quero fazer o que é errado, mas ainda assim o faço."
Se, por outro lado, um pastor acredita que está vivendo plenamente o que prega, talvez sua pregação seja muito rasa e superficial. O evangelho sempre nos confronta e nos chama a um padrão de santidade que, nesta vida, jamais alcançaremos plenamente. Como bem disse C. S. Lewis: "Se você quer uma religião que o deixe confortável, eu certamente não lhe recomendaria o cristianismo."

O verdadeiro pregador não exalta sua própria perfeição, mas proclama a suficiência de Cristo e a perfeita Palavra de Deus. Até mesmo o apóstolo Paulo, um dos maiores exemplos de fé e devoção, declarou: “Mas ele me disse: ‘Minha graça é tudo de que você precisa, pois meu poder opera melhor na fraqueza’. Portanto, agora fico feliz de me orgulhar de minhas fraquezas, para que o poder de Cristo opere por meu intermédio.” (2 Coríntios 12:9)
A pregação autêntica glorifica a Cristo, não o pregador. O pastor que reconhece sua fraqueza e total dependência da graça será mais humilde, mais compassivo e mais comprometido com a verdade transformadora do evangelho.

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